Rondônia em Ação

Governador defende atenção básica de saúde para garantir SUS sustentável

Confúcio diz que temos que trabalhar com propósitos.


Organizar a ateno bsica de sade como modelo capaz de resolver 85% dos problemas da populao, a misso que a Secretaria da Sade de Rondnia est envolvida com apoio tcnico do Conselho Nacional de Secretrios de Sade (Conass). com este propsito que durante todo o dia dessa tera-feira (24) ocorreu uma oficina de preparao de projeto com o plano de organizao da rede de ateno bsica, que dever ser submetido aos prefeitos em encontro programado para fevereiro.

“Chamamos vocs aqui para pensarmos juntos, para a gente explicar aos prefeitos que sade no s mamografia, raio-x, nem o tcnico do raios-x. Muitos querem fazer transplante, cirurgia. Tem de cuidar do pr-natal, da hipertenso do idoso. Tem de fazer o bsico”, disse o governador Confcio Moura, registrando que o governo de Rondnia, por meio da Secretaria de Estado da Sade (Sesau), cumpre o papel constitucional de conduzir o processo de organizao dos servios da ateno bsica de sade, em redes articuladas e hierarquizadas, apoiando os prefeitos nesta tarefa.

A oficina reuniu representantes das seis regionais de sade e profissionais de cerca de 20 municpios, de pequeno e mdio portes.

Assessora tcnica do Conass, Maria Jos Evangelista destacou a presena do governador Confcio Moura, realando ser fundamental a liderana dos gestores estaduais na planificao da rede de ateno bsica.

Documento que circulou entre os participantes aponta o diagnstico da ateno bsica de sade. um sistema fragmentado, com coordenao ineficaz; indicadores frgeis, equipes desintegradas, falta de resolutividade, falta de insumos e materiais; e falta de normas e padres. Reverter este quadro o desafio do plano que ser discutido com gestores municipais, responsveis por este nvel de assistncia sade, conforme prev a Constituio.

O secretrio Williames Pimentel disse que a fora de trabalho das regionais de sade precisa ser melhor utilizada, com uma viso estratgica de que 85% dos problemas de sade coletiva podem ser resolvidos com o fortalecimento da porta de entrada, da sade primria, cuidando do pr-natal, da questo do diabetes e da hipertenso, “tudo isso que o governador falou com a experincia de mdico, secretrio de sade, na vida pblica que ele tem”.

Os servios de mdia e alta complexidades, sob responsabilidade do estado, so afetados quando a assistncia mdica na ponta est falhando “e, alm disso, a crise econmica afeta as receitas estaduais, o que exige melhor gesto dos recursos por parte de todos”, sublinhou o secretrio.

“O governo Confcio Moura quer aproveitar este momento de novos prefeitos e secretrios da sade para estar ensinando, aglutinando e agregando foras para que melhorem a assistncia, seno o estado pode criar mil leitos e dois empire states mas no vamos dar conta de UTI, de avies para remover pacientes, contratar cirurgies, ortopedistas e outros especialistas,” disse Pimentel.

Em defesa do SUS e de sua sustentabilidade, o governador Confcio Moura lembrou sua importncia. “O tratamento de cncer no Brasil tudo SUS, praticamente. Os transplantes so pelo SUS. UTIs e convnios diversos para servios complexos so SUS”, registrou.

No entanto, Moura disse que o grande programa nacional tem limite e, se no cuidar, por falta de recursos pode se chegar ao caos, como em Braslia e Rio de Janeiro.

“Temos de trabalhar com propsitos. E quais so eles? Fazer com que os recursos sejam bem gastos, aplicados, bem utilizados. Devemos trabalhar para adotar o modelo SUS Sustentvel. Convencer as pessoas, fazer doutrinao, levar informao aos nossos prefeitos e equipes da sade para que possamos manter, alm do pagamento em dia dos salrios e fornecedores, os servios que a populao tanto precisa”, disse o governador.

Confcio Moura tambm mencionou o fato de os municpios maiores quererem entregar ao estado a responsabilidade pela manuteno de hospitais, como ocorreu em Cacoal e Guajar-Mirim, onerando o sistema, e discorreu sobre o constituinte de 1988 garantir a todos, pobres e ricos, o direito sade, o que leva a justia a garantir remdios ou cirurgias onerosas em aes que visam solucionar aflies da sade.

Para o governador hora de buscar solues alternativas para melhor oferecer os servios populao, redefinir conceitos; e para Maria Evangelista, do Conass, a crise uma oportunidade para o SUS “dar uma virada”, levando implementao de aes que possibilitem o alinhamento de conhecimento por parte de gestores e tcnicos, normas, melhoria dos indicadores de sade e aperfeioamento da gesto.