Rondônia em Ação

Pronto-Socorro João Paulo II atendeu a quase 45 mil pacientes em 2016

Acidentes envolvendo motocicletas lideram em atendimento no pronto-socorro.

O Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II – referência no atendimento de alta complexidade em Rondônia – fechou o ano passado com quase 45 mil procedimentos médicos. No total, 44.151 pessoas foram atendidas na unidade de saúde, segundo dados do setor de estatísticas da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau).

Apesar de ser uma unidade de atendimentos em urgência e emergência, outros procedimentos médicos são feitos. Pacientes de todo o estado vão para o pronto-socorro. Na clínica médica, por exemplo, foram atendidos 6.734 pacientes, sendo que a maioria foi consultada e voltou para casa.

Porto Velho é quem mais encaminha pacientes para o João Paulo II. Em média, 75% são da capital, e poderiam ser atendidos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) do município, instaladas nas zonas Leste e Sul. Na sala de emergência, chamada de sala vermelha, é o local onde chegam os pacientes graves, com atendimentos imediatos.

De acordo com o médico Thiago Almeida, responsável pelo setor de emergência, pacientes vítimas de trauma graves causados por acidentes de trânsito, é a maioria, uns são encaminhados por outros municípios, sendo que a capital lidera esse número de atendimento.

O João Paulo II recebe pacientes além do Estado de Rondônia, de Humaitá e Lábrea, cidades do Sul do Amazonas. “Esses pacientes são encaminhados ao pronto-socorro devido à falta de estrutura, equipamentos modernos e até mesmo de profissionais habilitados, para atender a essas pessoas, em suas cidades de origem. Elas chegam em estado grave. Nossa equipe médica consegue atender a toda essa demanda. “Temos cinco médicos na clínica médica, três cirurgiões gerais, e os residentes que fazem os atendimentos iniciais dos politraumatizados”, disse Thiago Almeida.

Os atendimentos no setor de ortopedia cresceram em relação ao ano de 2015, que foram 8.239, e em 2016 foram 13.399, o que comprova que o número de acidentes de trânsito continua alto, causando um “inchaço” dentro do João Paulo II. Em Porto Velho, a maioria é provocada por motociclistas.

De acordo com o secretário estadual de Saúde, Williames Pimentel, a imprudência de condutores reflete diretamente dentro do Hospital João Paulo II. “Sabemos que esse problema não é só aqui. É em todo o País. Isso prejudica qualquer planejamento estratégico anual”, disse o secretário.